Colocar um piercing na língua pode aumentar o risco de infecções crônicas e de câncer.
Depois de fazer biópsia em 60 pessoas que usavam piercing havia pelo menos dois anos, um dentista da Faculdade de Odontologia da Universidade de Santo Amaro (Unisa), constatou que 40% apresentavam inflamação crônica acentuada na porção da língua em que ficava o piercing.
A biopsia ou biópsia (do grego bios – vida, e opsis – aparência, visão) é um procedimento cirúrgico no qual se colhe uma amostra de tecidos ou células para posterior estudo em laboratório, tal como a evolução de determinada doença crônica.
Do total de voluntários, 12 tinham lesões em estágio mais avançado, com perda da camada de células que recobre a língua e exposição dos tecidos mais profundos.
Em ambos os casos, as lesões podem desaparecer após a retirada do piercing ou podem se transformar em tumor benigno e até maligno. O risco de câncer aumenta mais ainda para quem fuma ou bebe.
O estudo, feito em colaboração com Plínio Santos, do Departamento de Patologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), detectou três casos em que os pacientes tinham lesões pré-cancerosas – em outras palavras, que poderiam virar câncer a qualquer momento.
Segundo os medicos, a movimentação do adorno metálico na língua é a causa das alterações celulares que podem originar o tumor. “Como as lesões são microscópicas, pode levar muito tempo para que sejam detectáveis a olho nu”, diz.




